Recital – Bruno Madeira (São José dos Campos, 26/07/15)

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O premiado violonista Bruno Madeira apresenta peças do repertório latino-americano para violão solo, mostrando a rica produção musical de compositores da Argentina, Brasil, Colômbia, Cuba, México e Uruguai. O programa inclui obras de Astor Piazzolla, Heitor Villa-Lobos, Gentil Montaña, Leo Brouwer, Manuel Ponce e Abel Carlevaro, autores que enfatizaram o papel de elementos da cultura de seus países para criar uma importante fatia do repertório violonístico dos séculos XX e XXI.

O recital encerra o 2º Festival Villa-Lobos de Inverno de São José dos Campos, organizado pela Faculdade Villa-Lobos do Cone Leste Paulista.

Repertório
Abel Carlevaro: Prelúdio Americano nº. 5 – Tamboriles
Leo Brouwer: La Ciudad de las Columnas
Gentil Montaña: Suíte Colombiana nº. 2
Heitor Villa-Lobos: Prelúdios nº. 4 e 2
Astor Piazzolla: Primavera Porteña
Manuel Ponce: Sonatina Meridional

Música latino-americana para violão solo – Bruno Madeira
Local: Auditório da Faculdade Villa-Lobos
Rua Francisco José Longo, 460 (acesso pela Rua Helena David Neme, 221)
São José dos Campos/SP
Data e horário: 26 de julho de 2015, 20h
Entrada franca

Recital – Bruno Madeira (Curitiba, 17/03)

Gostaria de convidá-los para meu próximo recital, que será realizado em Curitiba/PR no dia 17/03 (terça-feira).

recital bruno madeira curitiba Recital   Bruno Madeira (Curitiba, 17/03)

 

O título do recital, “Nosso norte é o Sul”, remete à frase do artista plástico uruguaio Joaquín Torres García (1874-1949). Defensor da construção de uma arte própria da América do Sul, Torres García desenhou um mapa da região com os polos invertidos, com o sul apontado para cima, simbolizando a valorização e desenvolvimento da cultura meridional, oposta à dependência e imitação do que acontece no norte. Segundo o artista, é necessário deixar os autores e professores que nada podem dizer daquilo que devemos descobrir em nós mesmos.

O recital traz obras representativas de cinco países latino-americanos – Argentina, Brasil, Colômbia, Cuba e México. O programa se inicia com La Ciudad de las Columnas, ambicioso tema com variações composto em 2004 a partir da famosa Pieza sin título nº. 1, uma das primeiras composições do cubano Leo Brouwer (1939-). Trata-se de uma peça ainda pouquíssimo executada, cada movimento refletindo pontos marcantes de um passeio pela capital cubana, a cidade das colunas. Em seguida, é apresentada a Suíte Colombiana nº. 2, do colombiano Gentil Montaña (1942-2011), em quatro movimentos compostos a partir de ritmos de danças típicas de seu país. Do brasileiro Heitor Villa-Lobos (1887-1959) são apresentados dois Prelúdios, que remetem às influências dos índios e do choro na construção da identidade da música brasileira. O programa segue com Primavera Porteña, evocando a atmosfera de Buenos Aires no estilo característico do mais emblemático compositor argentino, Astor Piazzolla (1921-1992). A última obra apresentada é a Sonatina Meridional, de Manuel Ponce (1882-1948). Em três movimentos, a sonatina expõe a maestria do compositor mexicano em uma das peças “Segovianas”, em referência ao repertório interpretado e muitas vezes comissionado pelo grande virtuoso espanhol Andrés Segovia (1893-1987).

Recital: “Nosso norte é o Sul” – Música latino-americana para violão solo
Dia 17 de março de 2015, às 19:30
Local: Museu Guido Viaro. Rua XV de Novembro, 1348, Centro.
Entrada: R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia)

Faça seu aluno realmente aprender tornando-o o professor

(Texto original do Dr.  Noa Kageyama – Help Your Student Really Learn Something by Making Them the Teacher. Tradução: Bruno Madeira)

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Na escola, esporte, música e na verdade em quase todos os outros lugares, nós fazemos uma quantidade terrível de provas.

Exames, quizzes, testes, jogos, partidas, reuniões, recitais, audições, concertos, júris… Parece que não existe fim para as provas que fazemos.

Não me entenda mal – não é que provas são inerentemente más ou necessariamente sempre uma coisa ruim.

Por exemplo, provas (também conhecidas como prática de recuperação) levam a uma melhor aprendizagem do que muitos métodos de estudo nos quais passamos engajados na maioria do tempo (como ler, destacar partes importantes e fazer mapas conceituais).

Puxa, mesmo a mera expectativa de que nós teremos que fazer uma prova leva a resultados melhores do que quando não estamos esperando ser testados.

Mas às vezes é bom dar um tempo em tudo isso, já que provas constantes podem começar a nos fatigar depois de um tempo. E aí, novamente, existe alguma outra maneira? Ou isso é o melhor que podemos fazer?

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Por que parece que sabemos mais do que realmente sabemos?

(Texto original do Dr.  Noa Kageyama – Why the Way We Usually Practice Makes Us Think We’re Better Prepared than We Really Are. Tradução: Bruno Madeira)

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Quando eu estava no ensino médio, “estudar” significava revisar meu livro e anotações durante a madrugada.

Eu achava que eu estava sendo bem hard-core, e parecia que isso funcionava muito bem, então mantive esse hábito.

Aí eu fui para a universidade e rapidamente descobri que apenas por tudo nas leituras fazer sentido e parecer cada vez mais familiar na medida que mais eu re-lia, não significava que eu podia efetivamente recuperar ou usar aquele conhecimento quando era necessário.

Isso é um exemplo de como a familiaridade pode nos pregar peças. Nós pensamos que sabemos alguma coisa, porque está fresco e facilmente recuperável naquele momento com o livro na nossa frente. Mas tire o livro e nós descobrimos que estamos fritos, já que a informação não afundou tão profundamente quanto nós pensávamos.

Uma coisa parecida acontece na sala de estudos.

A maneira que praticamos na maior parte do tempo nos prepara para esse mesmo tipo de surpresa desagradável, quando entramos no palco e descobrimos que aquela versão incrível de nós mesmos que ouvimos na sala de estudos não está aparecendo.

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