Por que o estudo parece desaparecer da noite para o dia?

(Texto original do Dr.  Noa Kageyama e Dra. Christine Carter – Why the Progress You Make in the Practice Rooms seems to Disappear Overnight. Tradução: Bruno Madeira)

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Você alguma vez já se sentiu frustrado pelo fato de pegar para estudar um trecho de uma música difícil, trabalhar nele um pouco, deixá-lo soando bem, mas retornar para a sala de estudos no dia seguinte e descobrir que você está de volta na estaca zero? Que nada realmente mudou? E que não importa quão bem ele tenha ficado ontem, agora ele está tão ruim quanto antes de você o ter estudado?

A maioria de nós pode viver com “dois passos para frente, um para trás”. É o “dois passos para frente e dois passos para trás” que faz com que a gente queira arrancar os cabelos.

Então, o que devemos fazer?

Devemos manter essa prática e aprender como ser mais pacientes? Ou existe uma forma diferente de praticar que pode tornar as melhorias mais permanentes?

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Estreia do recital: “Nosso norte é o Sul”

Olá pessoal,

Gostaria de convidá-los para um recital que farei na Escola de Artes Fêgo Camargo, em Taubaté, no dia 18 de novembro.

Apresentarei um programa novo, que traz obras representativas de quatro países latino-americanos – Argentina, Cuba, Colômbia e México. Primavera Porteña abre o programa, evocando a atmosfera de Buenos Aires no estilo característico do mais emblemático compositor argentino. Logo após, é apresentada La Ciudad de las Columnas, ambicioso tema com variações composto em 2004 a partir da famosa Pieza sin título nº. 1, uma das primeiras composições do cubano Leo Brouwer (1939-). Trata-se de uma peça ainda pouquíssimo executada, cada movimento refletindo pontos marcantes de um passeio pela capital cubana, a cidade das colunas. Do colombiano Gentil Montaña (1942-2011) é apresentada a Suíte Colombiana nº. 2, em quatro movimentos compostos a partir de ritmos de danças típicas de seu país. A última obra apresentada é a Sonatina Meridional, de Manuel Ponce (1882-1948). Em três movimentos, a sonatina expõe a maestria do compositor mexicano em uma das peças “Segovianas”, em referência ao repertório interpretado e muitas vezes comissionado pelo grande virtuoso espanhol Andrés Segovia (1893-1987).

Escrevi um pouco sobre o título do programa e o repertório, confira:

América do Sul de cabeça para baixo?http://brunomadeira.com/america-do-sul-de-cabeca-para-baixo/

Um passeio por Havana: La Ciudad de las Columnashttp://brunomadeira.com/um-passeio-por-havana-la-ciudad-de-las-columnas/

Dançando na Colômbia: Suíte Colombiana nº. 2http://brunomadeira.com/dancando-na-colombia-suite-colombiana-no-2/

Sonatina Meridional, de Manuel Poncehttp://brunomadeira.com/sonatina-meridional-de-manuel-ponce/

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8 coisas que os melhores estudantes fazem de forma diferente

(Texto original do Dr.  Noa Kageyama – 8 Things Top Practicers Do Differently. Tradução: Bruno Madeira)

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Enquanto meus filhos estavam praticando (com má vontade) os seus padrões de Tae Kwon Do na noite passada, eu me peguei dizendo ao mais velho que ele tinha que fazer o padrão cinco vezes antes de voltar ao videogame.

Meu objetivo, é claro, não era que ele fizesse os movimentos do padrão cinco vezes como um zumbi entediado, mas fazer cada vez com boa forma e autoridade. Mas o pai em mim achou muito tranquilizador saber que um certo número de repetições ou tempo foi usado para alguma coisa. Além da (errada) suposição que isso iria automagicamente solidificar suas habilidades de alguma forma, parecia um caminho para uma maior disciplina e uma forma de instilar nos meus filhos algum tipo de ética de trabalho que poderia bem servi-los no futuro.

Algum tempo e repetição são necessários para desenvolver e afiar nossas habilidades, é claro. Mas nós também sabemos em algum nível intuitivo que para maximizar os ganhos, nós deveríamos praticar de forma “mais inteligente, não mais árdua”.

Mas o que cargas d’água isso realmente significa? O que exatamente os melhores estudantes fazem de forma diferente?

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A reflexão deve ser uma parte regular da rotina de estudos?

(Texto original do Dr.  Noa Kageyama – Why a Little Reflection Should Be a Regular Part of Your Practice Routine. Tradução: Bruno Madeira)

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Uma parte de mim sempre apreciou a mentalidade do “no pain, no gain”. Aquela atitude de “dar 110%”, e a ideia de que se você não está ativamente engajado em uma atividade que exige esforço, nada acontece.

Mas eu viria a perceber que os ganhos não acontecem sempre quando nós estamos no decorrer de uma atividade. Eu aprendi, por exemplo, que o crescimento muscular não acontece durante o exercício, mas entre exercícios, quando nós estamos no modo de recuperação – daí a importância da nutrição e sono adequados para ajudar nosso corpo a se recuperar (numa nota paralela, não é curioso como nós precisamos de desculpas para justificar mais horas de sono?).

E como se pode perceber, o aprendizado também pode ser melhorado pelo tipo certo de descanso. No qual ao invés de se sentir culpado em relação a pausas e tempo longe do instrumento, ele pode ser uma parte integral de maximizar o aprendizado que ocorre nas sessões de estudo, assim como o momento entre aulas e performances.

Mas é importante notar que nem todo descanso é feito da mesma forma. Existe uma atividade em particular que nós podemos nos engajar durante nossos períodos de descanso que aparentemente nos ajuda a aprender mais efetivamente – e pode até fazer nossa próxima sessão de estudo mais produtiva.

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Concerto em Florianópolis

Olá pessoal,

Divulgo aqui e convido a todos para o concerto que os professores do Depto. de Música da UDESC darão nessa quinta-feira, no SESC Prainha em Florianópolis.

Concerto de Professores do Departamento de Música – CEART/UDESC
Quando: 13 de outubro de 2011, às 20h
Local: Teatro do SESC – Travessa Syriaco Anterino – Prainha, Florianópolis
Ingressos: R$ 1,00 (inteira) e R$ 0,50 (meia)

Professores Alícia Cupani (soprano), Bernardete Póvoas (piano), Bruno Madeira (violão), Guilherme Sauerbronn (piano), João Titton (violino) e Luiz Mantovani (violão). Participação especial de Ana Clavijo (violoncelo).

http://www.ceart.udesc.br/Eventos/2011-10-07_concerto_professores_dmu.php

Abraços,
Bruno

Recital – Bruno Madeira

recital de violão erudito
BRUNO MADEIRA

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Data e horário: 21/08/10 (sábado), 11h
Local: Conservatório Carlos Gomes
R. Dr. Hermas Braga, 841 – Nova Campinas
Campinas-SP
Entrada franca

Informações: (19) 3253-0375


PROGRAMA

Johann Sebastian BACH (1685-1750)
II – Fuga (da
Suíte nº. 2 para Alaúde – BWV 997)

Fernando SOR (1778-1839)
Grande Sonata op. 22
I – Allegro, II – Adagio, III – Minuetto-Allegro, IV – Rondó-Allegretto

Heitor VILLA-LOBOS (1887-1959): Estudo nº. 5
Radamés GNATTALI (1906-1988): Estudo nº. 9

Manuel PONCE (1882-1948)
Sonatina Meridional
I – Campo, II – Copla, III – Fiesta

Leo BROUWER (1939-)
Elogio de la Danza
I – Lento, II – Obstinato


Bruno Madeira nasceu em Florianópolis/SC e quando criança teve seu contato inicial com a música em aulas de piano, flauta e trompete. Os estudos de violão começaram na adolescência, primeiramente com a orientação de professores locais e posteriormente de forma autodidata.

De 2006 a 2009 cursou o bacharelado em Música na UNICAMP, sob orientação de Fabio Scarduelli. Desenvolveu o projeto Interpretação da Música do Classicismo no Violão, que foi publicado nos anais do III Simpósio Acadêmico de Violão da EMBAP e do IX Congresso de Iniciação Científica do SEMESP. Participou de festivais de música em Tatuí, Suzano, Itajaí e Mogi das Cruzes, e foi bolsista do 41º Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão. Tocou nas masterclasses de importantes violonistas como Mário da Silva, Paulo Martelli e Fábio Zanon (Brasil), Pablo Marfil (Argentina), José Manuel Dapena (Espanha), Petri Kumela (Finlândia), José Antonio Escobar (Chile) e Zoran Dukic (Croácia).

Realizou diversos concertos nos estados de São Paulo, Santa Catarina e Paraná, com destaque para as participações no II Seminário de Violão de Itajaí, III Simpósio de Violão da Escola de Música e Belas Artes do Paraná e IX Mostra de Cordas Dedilhadas. Como professor de violão e teoria musical atuou no Instituto de Música Canto e Arte de Itajaí (SC) e no Projeto Allegro (Campinas-SP). Atualmente, além de dar aulas particulares, leciona no Curso de Extensão em Música da Arquidiocese de Campinas, na Fundação Jürgensen e no Colégio Asther, todos em Campinas.