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Recital de música espanhola para voz e violão (Campinas/SP, 19/03/17)

flyer prómúsica 190317 Recital de música espanhola para voz e violão (Campinas/SP, 19/03/17)

 

PROGRAMA

Fernando Sor (1778-1839): Seguidillas

Cesa de atormentarme
De amor en las prisiones
Si dices que mis ojos
El que quisiera amado
Las mujeres y cuerdas

 Joaquín Rodrigo (1901-1999): Folias canarias

      Tres canciones españolas

En Jerez de la Frontera
Adela
De ronda

 Federico García Lorca (1898-1936): Canciones Españolas Antiguas

Anda, jaleo
Las morillas de Jaen
Los reyes de la baraja
Nana de Sevilla
La Tarara
Zorongo

 Manuel de Falla (1876-1946): Siete Canciones Españolas

El paño moruño
Seguidilla murciana
Asturiana
Jota
Nana
Canción
Polo

 SOBRE O PROGRAMA

O recital é dividido em duas partes, que têm como foco a canção com o violão como acompanhador. Com obras de Fernando Sor, Joaquín Rodrigo, Federico Garcia Lorca e Manuel de Falla, é exposta a relação entre a música espanhola, o nacionalismo musical do início do século XX e o violão.

PRIMEIRA PARTE – ESPANHA E O VIOLÃO

Fernando Sor (1778-1839) e Joaquín Rodrigo (1901-1999) foram dois dos mais importantes compositores de música para violão, seja solo ou em diversas formações. Nascido em Barcelona, Sor foi um dos músicos que presenciou a chamada “Época de Ouro” do violão, na qual o instrumento viveu um momento de grande popularidade. Seu conhecimento de harmonia e do idiomatismo instrumental propiciaram a escrita de numerosas composições, que se tornaram referência para a escrita violonística. No programa do recital, são apresentadas cinco Seguidillas, pequenos poemas geralmente de sete linhas, cujos temas são em sua maioria amorosos, mas que também podem ser tristes ou humorísticos.

O violão na Espanha possui uma relação muito estreita com o flamenco, o que fez com que muitas vezes, principalmente desde meados do século XIX às primeiras décadas do século XX, fosse visto como um instrumento menor e consequentemente marginalizado dos círculos de música de concerto. Foi principalmente através das carreiras de Andrés Segovia (1893-1987), Miguel Llobet (1878-1938), Emilio Pujol (1886-1980) e de Julian Bream (1933-), entre outros, que o violão progressivamente voltou a fazer parte, ainda que de forma tímida, da cultura clássica. A presença do famoso Concerto de Aranjuez, de Joaquín Rodrigo, nos programas de inúmeras orquestras ao redor do mundo reflete a posição do violão no panorama atual. Do mesmo compositor, no programa aqui apresentado pelo duo estão Folias Canárias e Tres canciones españolas – En Jerez de la Frontera, Adela e De ronda.

SEGUNDA PARTE – NACIONALISMO ESPANHOL

No início do século XX, Béla Bartók (1881-1945) foi um dos pioneiros do nacionalismo musical europeu, influenciando outros músicos, através de seu trabalho de coleta de melodias folclóricas, a incorporarem o folclore musical local às suas composições. Federico Garcia Lorca (1898-1936) e Manuel de Falla (1876-1946) foram dois dos expoentes dessa vertente na Espanha, compondo canções com origens nos cantos e danças populares. Garcia Lorca é internacionalmente reconhecido como poeta e dramaturgo, porém também foi pintor e músico. Em suas Canciones Españolas Antiguas, harmonizações de canções folclóricas, Garcia Lorca retrata o cotidiano da Andaluzia.

Falla e Garcia Lorca foram amigos, tendo ajudado a organizar em 1922 o histórico Concurso de Cante Jondo, em Granada, que promoveu a música tradicional espanhola. No programa do recital, são apresentadas de Falla as Siete Canciones Populares Españolas, escritas em 1914 originalmente para voz e piano, com arranjo de Miguel Llobet (1878 -1938) para voz e violão. Seguindo as ideias de Felipe Pedrell (1841-1922), um dos principais nacionalistas espanhóis, Falla verdadeiramente incorporou o folclore à sua música, não se limitando à coleta e harmonização de canções.

Concerto no Mosteiro (Vinhedo/SP, 04/06/16)

vinhedo Concerto no Mosteiro (Vinhedo/SP, 04/06/16)

PROGRAMA

John Dowland (1563-1626): Come again / If my complaints could passions move / Flow my tears

Thomas Morley (1557-1602): It was a lover and his lass

Manuel de Falla (1876-1946): Siete Canciones Populares Españolas

Mauro Giuliani (1781-1829): Grand Overture, op. 61

Heitor Villa-Lobos (1887-1959): Estudos nº. 8 / 7

Mario Castelnuovo-Tedesco (1895-1968): Romancero Gitano, op. 152

Recital – Bruno Madeira (São José dos Campos, 26/07/15)

bruno madeira recital são josé dos campos Recital   Bruno Madeira (São José dos Campos, 26/07/15)

O premiado violonista Bruno Madeira apresenta peças do repertório latino-americano para violão solo, mostrando a rica produção musical de compositores da Argentina, Brasil, Colômbia, Cuba, México e Uruguai. O programa inclui obras de Astor Piazzolla, Heitor Villa-Lobos, Gentil Montaña, Leo Brouwer, Manuel Ponce e Abel Carlevaro, autores que enfatizaram o papel de elementos da cultura de seus países para criar uma importante fatia do repertório violonístico dos séculos XX e XXI.

O recital encerra o 2º Festival Villa-Lobos de Inverno de São José dos Campos, organizado pela Faculdade Villa-Lobos do Cone Leste Paulista.

Repertório
Abel Carlevaro: Prelúdio Americano nº. 5 – Tamboriles
Leo Brouwer: La Ciudad de las Columnas
Gentil Montaña: Suíte Colombiana nº. 2
Heitor Villa-Lobos: Prelúdios nº. 4 e 2
Astor Piazzolla: Primavera Porteña
Manuel Ponce: Sonatina Meridional

Música latino-americana para violão solo – Bruno Madeira
Local: Auditório da Faculdade Villa-Lobos
Rua Francisco José Longo, 460 (acesso pela Rua Helena David Neme, 221)
São José dos Campos/SP
Data e horário: 26 de julho de 2015, 20h
Entrada franca

Recital – Bruno Madeira (Curitiba, 17/03)

Gostaria de convidá-los para meu próximo recital, que será realizado em Curitiba/PR no dia 17/03 (terça-feira).

recital bruno madeira curitiba Recital   Bruno Madeira (Curitiba, 17/03)

 

O título do recital, “Nosso norte é o Sul”, remete à frase do artista plástico uruguaio Joaquín Torres García (1874-1949). Defensor da construção de uma arte própria da América do Sul, Torres García desenhou um mapa da região com os polos invertidos, com o sul apontado para cima, simbolizando a valorização e desenvolvimento da cultura meridional, oposta à dependência e imitação do que acontece no norte. Segundo o artista, é necessário deixar os autores e professores que nada podem dizer daquilo que devemos descobrir em nós mesmos.

O recital traz obras representativas de cinco países latino-americanos – Argentina, Brasil, Colômbia, Cuba e México. O programa se inicia com La Ciudad de las Columnas, ambicioso tema com variações composto em 2004 a partir da famosa Pieza sin título nº. 1, uma das primeiras composições do cubano Leo Brouwer (1939-). Trata-se de uma peça ainda pouquíssimo executada, cada movimento refletindo pontos marcantes de um passeio pela capital cubana, a cidade das colunas. Em seguida, é apresentada a Suíte Colombiana nº. 2, do colombiano Gentil Montaña (1942-2011), em quatro movimentos compostos a partir de ritmos de danças típicas de seu país. Do brasileiro Heitor Villa-Lobos (1887-1959) são apresentados dois Prelúdios, que remetem às influências dos índios e do choro na construção da identidade da música brasileira. O programa segue com Primavera Porteña, evocando a atmosfera de Buenos Aires no estilo característico do mais emblemático compositor argentino, Astor Piazzolla (1921-1992). A última obra apresentada é a Sonatina Meridional, de Manuel Ponce (1882-1948). Em três movimentos, a sonatina expõe a maestria do compositor mexicano em uma das peças “Segovianas”, em referência ao repertório interpretado e muitas vezes comissionado pelo grande virtuoso espanhol Andrés Segovia (1893-1987).

Recital: “Nosso norte é o Sul” – Música latino-americana para violão solo
Dia 17 de março de 2015, às 19:30
Local: Museu Guido Viaro. Rua XV de Novembro, 1348, Centro.
Entrada: R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia)