Estudo, 12-14/01/07

Abri uma nova série, chamada Estudo. Nela eu postarei a cada semana o progresso dos meus estudos violonísticos, um diário do que estou compondo, trabalhando, arranjando, etc. E fazendo um resumo no final, com algumas soluções encontradas, que podem ser usadas pra quem está com dificuldade nas mesmas coisas…

Queria muito pedir aos que estão lendo, comentários sobre o blog. Opinem, falem o que acham também… Assim eu me animo mais pra escrever, e com discussões sadias os dois lados crescem. =)

12/01. Comecei tocando uns arpejos do Cuaderno no. 2 do Carlevaro, usando o Estudo no. 6 do Brouwer para não cansar muito a mão esquerda nos diminutos. Continuando o aquecimento, toquei o Estudo no. 6 do Brouwer (com o arpejo correto agora) e Estudo no. 1 do Villa-Lobos. Toquei o Prelúdio, a Giga e o Double da Suíte no. 2 para Alaúde do Bach, uma vez direto. Dei uma ênfase maior no Prelúdio, no finalzinho tava errando algumas coisas, agora está um pouco melhor. Comecei a Fuga dessa mesma suíte, tá tirada um terço dela, falta muito ainda. Foi um dia só pra tocar, sem muitas considerações…

13/01. Alguns arpejos do Cuaderno no. 2 do Carlevaro pro aquecimento, e uma seqüência de escalas de Sol (três oitavas) em colcheias, depois tercinas de colcheias, e por último semicolcheias, usando os dedos i, m e a da mão direita. Segui tocando o Prelúdio da Suíte para Alaúde no. 2 do Bach, e consertei de vez o final, eu estava fazendo um mi na segunda corda que estava acabando com tudo, agora faço ele na primeira corda solta. Toquei a Giga e a Double da mesma suíte, mas desanimei com o som das cordas velhas que o meu violão está, em combinação com um novo experimento de lixamento da unha que não me agradou. Toquei o Prelúdio no. 3 do Villa, e me deu uma vontade de começar a tirar o Concerto de Aranjuez, do Joaquín Rodrigo, talvez por ter ouvido muito ele hoje. Toquei pra finalizar o Prelúdio Americano no. 3 do Carlevaro, mas não dá. O timbre do violão está igual em todas as posições de mão direita, me imagino tocando um piano, e um piano de corda velha ainda, um som muito opaco. E a afinação das cordas está terrível. Não consigo ouvir nem graves definidos nem agudos com brilho, vou trocar as cordas amanhã.

14/01. Troquei as cordas. Estou usando agora uma D’Addario Pro Arté, EJ46, tensão alta. O violão ainda está naquela fase de se acostumar com as cordas, e as cordas naquela fase de se acostumar com o violão, então não afina nunca. Mas deu pra brincar um pouco. Comecei a compor uma peça, que ainda não sei se vai ser para violão solo, duo de violões ou regional de choro. Fiz a parte A dela, melodia e harmonia, em mi menor. Toquei a Suíte no. 2 do Bach pra não esquecer nenhum detalhe. Parei por uns 10 minutos, e segui tocando as Variações sobre um tema da Flauta Mágica de Mozart, compostas por Fernando Sor. Fazia tempo que eu não tocava, e em várias delas têm pequenos erros a serem corrigidos. Na primeira variação, vários ligados apagados, sem que as notas saiam homogêneas. Estudei bem mais lenta essa variação, deixando os dedos mais perpendiculares em relação à corda, tocando mais com as pontas dos dedos e aplicando mais força nos ligados, o resultado está sendo bem melhor. E na última variação (excluindo a Coda), preciso me concentrar mais na técnica de mão esquerda, pra deixar todas as notas com a mesma textura e duração. Pra resolver isso estou só diminuindo a velocidade, pois tocando devagar a memória muscular vai se fortalecendo, e ficará mais fácil de tocar mais rápido depois. Terminei tocando o Prelúdio Americano no. 3 do Carlevaro, agora com um contraste maior entre a melodia no grave e o acompanhamento agudo. Adicionei algumas pequenas fermatas em alguns pontos também, obtive um resultado legal.

Resumão das Soluções Encontradas:

  • Arpejos do Cuaderno no. 2 do Carlevaro: usar uma harmonia diferente, para “não cansar muito a mão esquerda nos diminutos”
  • Ligados: “dedos mais perpendiculares em relação à corda, tocando mais com as pontas dos dedos e aplicando mais força nos ligados”
  • Limpeza de som: uma digitação de mão esquerda mal resolvida pode acabar com a mão direita, e vice-versa. “Eu estava fazendo um mi na segunda corda que estava acabando com tudo, agora faço ele na primeira corda solta”.
  • Problemas de usar corda velha: “O timbre do violão está igual em todas as posições de mão direita, me imagino tocando um piano, e um piano de corda velha ainda, um som muito opaco. E a afinação das cordas está terrível. Não consigo ouvir nem graves definidos nem agudos com brilho”.
  • Tocar todo dia, “pra não esquecer nenhum detalhe”.
  • Trechos rápidos, tocar “diminuindo a velocidade, pois tocando devagar a memória muscular vai se fortalecendo, e ficará mais fácil de tocar mais rápido depois”.
  • Adicionar “algumas pequenas fermatas em alguns pontos”, respirações, desde que sem exageros e analisando bem o que isso implica, são efeitos usados para se criar uma interpretação própria.

Um comentário sobre “Estudo, 12-14/01/07

  1. acho que vc tem uma mente muito estraordianaria mas acho que nós,pelo menos eu, não estamos preparados pra tanta coisa, mas vou me esforçar bastante pra poder enter um pouco da musica, estou buscando pelo menos.seu web site é muito bom.até logo.

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