Arquivos da categoria: Eventos

I Festival da BRAVIO

A Associação Brasiliense de Violão (BRAVIO) tem o prazer de organizar o I Festival da BRAVIO. O evento contará com recitais e masterclasses do chileno Renato Serrano (vencedor do concurso Villa de Petrer), do duo de flauta e violão CordAria, da Alemanha, de Alvaro Henrique, Júlio Cruz, do duo Rodrigo Carvalho (violão) e Malu Mestrinho (canto) e do duo Retocar.

Enriquece o evento um concurso que oferecerá oportunidades para novos talentos, bem como incentivará os estudantes do instrumento. O Concurso também visa preservar a memória e difundir o trabalho de Eustáquio Grilo, primeiro grande professor de violão na cidade, chefe da cadeira de violão na Universidade de Brasília.

Local
O festival ocorrerá nos dias 27 a 29 de julho (sexta a domingo), no auditório do SESC 504 Sul, em Brasília.

Participantes
– CordAria
O duo de Barbara Kahlert (flauta) e Oliver Thedieck (violão), ambos professores do Conservatório de Munique, Alemanha, já realizaram diversas apresentações em seu país e vêm ao Brasil pela primeira vez trazendo um repertório que combina obras latino-americanas e européias.

– Renato Serrano
O chileno, ganhador do último concurso Villa de Petrer (Espanha), se destaca entre os jovens violonistas de seu país e encerrará sua primeira turnê brasileira no festival da BRAVIO

– Alvaro Henrique
Alvaro Henrique já se apresentou em cerca de 20 cidades brasileiras, na Inglaterra e na Grécia. Foi premiado em diversos concursos de violão do Brasil. Estará retornando de um viagem pela Europa, que inclui recitais em Munique (Alemanha) e Dublin (Irlanda).

– Júlio Cruz
Júlio Cruz iniciou seus estudos de violão na Escola de Música de Brasília orientado pelo Prof. Ronaldo Miotti. Alcançou o bacharelado em violão pela Universidade de Brasília sob a tutela do Prof. Eustáquio Grilo. Em 2003 obteve bolsa de estudos da Indiana University onde adquiriu o grau de Mestre em Música. Ali, além dos estudos de violão com os professores Ernesto Bitetti e Nuccio D’Angelo, obteve ainda orientação em Jazz e Psicologia da Música

– Duo Rodrigo Carvalho e Malú Mestrinho
O duo formado por Malú Mestrinho e Rodrigo Carvalho iniciou no curso de Mestrado da UFG. Desenvolvem pesquisa de repertório erudito para voz e violão, voltado principalmente para a música brasileira e contemporânea. Estão preparando o primeiro CD.

– Duo Retocar
Formado em 1993, surgiu do desejo de desenvolver uma prática musical em duo de violões que abrangesse diversos estilos e mesclasse em seus programas a música erudita com as manifestações mais elaboradas da música popular. Seus integrantes são Ronaldo Miotti e Kolmar Chagas, violonistas e professores da Escola de Música de Brasília.

Valor da inscrição
R$ 25 para participar do I Festival da BRAVIO (direito a masterclasses e apresentações)
R$ 50 para participar do I Concurso Eustáquio Grilo (inclui inscrição no festival)

Programação do I Festival da BRAVIO
dia 27/07, sexta
10h às 18h – 1a fase do Concurso de Violão Eustáquio Grilo
19h – Recital com Alvaro Henrique
20h – Recital com Júlio Cruz

dia 28/07, sábado
10 às 12h – 1a fase do Concurso de Violão Eustáquio Grilo
15h – masterclass com Renato Serrano (Chile)
19h – Recital com Duo Rodrigo Carvalho (violão) e Malu Mestrinho (canto)
20h – Recital com Duo Retocar (Kolmar Chagas e Ronaldo Miotti)

dia 29/07, domingo
10 às 13h – final do Concurso de Violão Eustáquio Grilo
15h – masterclass com Oliver Thedieck (Alemanha)
19h – Recital com Renato Serrano (Chile)
20h – Recital com CordAria

Prêmios confirmados

  • recital na programação da BRAVIO de 2008
  • recital na programação da Mostra de Cordas Dedilhadas, de São Paulo (oferecimento RafaMusic)
  • recital na Série Música no Museu, no Rio de Janeiro (oferecimento Carpex)
  • violões Samuel Carvalho, Gilberto Guimarães e Antônio José
  • 2 horas de gravação de obras em domínio público em um estudio profissional para serem disponibilizadas para venda no http://music.2go.com.br (para o primeiro lugar)
  • R$ 500,00 (para o primeiro lugar)

Regulamento para Inscrição no I Festival da BRAVIO

Art. 1 – A participação no I Festival da BRAVIO está aberta para violonistas de ambos os sexos, de qualquer nacionalidade e sem limite de idade.
Art. 2 – A inscrição será feita mediante a apresentação de:
a) Ficha de inscrição contendo os seguintes dados: nome completo, data de nascimento, sexo, endereço (com CEP), número de documento de identidade, telefone, e-mail, peças a serem executadas no masterclass e preferência de professor
b) Comprovante de pagamento da taxa de inscrição no valor de R$ 25,00 (Vinte e cinco reais).
Art. 3 – A inscrição deverá ser enviada para Condomínio Morada dos Nobres Quadra 10 lote 07 – Sobradinho – DF – CEP 73030-028 a/c Júlio Cruz via carta registrada ou SEDEX.
Art. 4 – O pagamento deverá ser feito no Banco do Brasil Conta Corrente 35112-1 Agência 1226-2, em nome da Associação Brasiliense de Violão – BRAVIO.
Art. 5 – No caso de desistência do concorrente, não lhe será devolvida a taxa de inscrição.
Art. 6 – As inscrições deverão ser feitas até 27 de julho, impreterivelmente.
Art. 7 – Todas as despesas de transporte, hospedagem e alimentação do estudante correrão exclusivamente por sua conta.
Art. 8 – Os casos não previstos neste Regulamento serão resolvidos pela Comissão Organizadora.

Ficha de inscrição no I Festival da BRAVIO

Nome completo: ______________________________
Data de nascimento: ____________________ Sexo: _________
Endereço: _____________________________________
Número de documento de identidade: _____________________
Telefone: _____________ E-mail: _____________________
Peças a serem apresentadas no masterclass: _________________
Preferência de professor: ______________________________

Mesa Redonda do Seminário Vital Medeiros

O último post sobre o Seminário Vital Medeiros não poderia existir se não falasse sobre essa manhã que tivemos a mesa redonda.

Pra mim, a mesa redonda realizada na terça-feira foi uma das melhores atividades que o seminário ofereceu. Pudemos conhecer as opiniões de alguns dos grandes violonistas da América do Sul (Gilson Antunes, José Antonio Escobar, Daniel Morgade, Marcos Puña e Pablo Marfil) sobre vários temas. Cada um fez uma breve explicação de como é a situação do violão erudito em seu país, citando universidades, conservatórios e compositores. Logo após a sessão foi aberta para perguntas do público.

Um dos temas que mais me chamou a atenção foi a presença do violão erudito no mundo da música em geral. O violão não é um instrumento historicamente ligado à música erudita, situação que foi bastante modificada no século XX com a presença e clareza de objetivos de Andres Segóvia. O instrumento não faz parte de um naipe orquestral, e na maioria das vezes o trabalho de música de câmara envolvendo violões só é feito com duo de violões, trio de violões, e assim por diante. Mas é um instrumento capaz de participar bem de conjuntos de música de câmara, e pode executar transcrições de peças para outros instrumentos de uma forma bastante coerente e válida. O que acontece é que grandes compositores como Mozart e Beethoven, entre tantos outros, não compuseram para violão. Da mesa redonda, os alunos puderam ter uma visão interessante com o depoimento de Daniel Morgade, que incentivou a participação do violão na música de câmara, acompanhando o canto, flauta, violino, entre outros. A partir disso, os músicos e organizadores de eventos vão perceber a importância do instrumento, fazendo com que os seminários e festivais de música tenham aulas e masterclasses de violão. E a situação se tornaria uma bola de neve, puxando músicos a comporem para o instrumento e aumentando o status e a importância do nosso instrumento cada vez mais.

A difusão do violão nos meios de comunicação também foi um tema interessante debatido. Cada violonista comentou dos programas de televisão e rádio que visam especialmente o violão em seu país. É por aí que todos os violonsitas devem seguir o caminho, divulgando o violão em todos os lugares e independente do meio pelo qual essa difusão é feita. Seja por rádio ou TV, fóruns, blogs e mesmo boca-a-boca, é uma tarefa que todo músico que preze o instrumento deve possuir.

Aulas do Seminário Vital Medeiros

Falei sobre os Concertos do Seminário Vital Medeiros, neste post comentarei sobre as masterclasses, palestras e workshops. As Aulas do Seminário.

Todas as masterclasses foram ótimas. E o tempo foi curto pra todas elas. O Gilson Antunes, organizador do evento, tinha que ir lá falar com o palestrante sempre pra falar que o tempo estava acabando, se não o papo ia longe. Eu tive a sorte e o prazer de poder tocar na masterclass do Pablo Marfil, argentino. Foi muito interessante, obter visões diferentes sobre uma peça faz com que a interpretação própria seja mais convincente, com elementos daqui e de lá. Todos os professores foram muito simpáticos, apesar das grandes adversidades que alguns tiveram nos aeroportos, ficando um grande tempo sem dormir e ainda no pique para dar aulas com bom humor.

As oficinas não foram pra menos. Selma Antunes na oficina de yoga deu enormes dicas para uma consciência da respiração e do próprio corpo, e exercícios para relaxamento entre estudos e antes de subir ao palco. Foi muito interessante essa parte, pois desvinculou um pouco do violão em si, mas sendo um tema atrante para todos.

Emanuel Carvalho falou um pouco sobre os violões dele e de seu irmão, Samuel Carvalho. Os dois primeiros prêmios do Concurso foram violões deles, e em sua palestra Emanuel pode mostar as minúcias do seu trabalho. Levou amostras de madeiras para a construção de violões, e mostrou como se identifica uma boa madeira. Foi uma pena o tempo ser curto, pois a lutheria é um tema do qual todo mundo gosta de tirar dúvidas e trocar idéias com um profissional.

Concertos do Seminário Vital Medeiros

Vou postar pouco a pouco sobre os 4 dias do Seminário Internacional de Violão Vital Medeiros, ocorrido em Mogi das Cruzes no último final de semana. Nesse post, minha visão sobre os concertos.

Os quatro violonistas solo que se apresentaram (todos membros da banca examinadora do Concurso Vital Medeiros) esbanjaram musicalidade, bom gosto e técnica. Marcos Puña executou músicas regionais da Bolívia com seu violão de 10 cordas, passando uma imagem forte do que é a música de seu país; Pablo Marfil representou o violão da Argentina num recital sem erros. José Antonio Escobar tocando os 5 Prelúdios e os 12 Estudos do Villa-Lobos foi um momento único, sui-generis. E Daniel Morgade, com um carisma muito contagiante deu aulas de violão contemporâneo em belas interpretações de compositores ainda vivos.

Mas o melhor ainda estava por vir. Na noite de segunda-feira se apresentou a violonista Ledice de Felice, num espetáculo cênico-musical. Nunca tinha visto nada parecido, mas não gostei tanto, embora não desmereça o trabalho hercúleo de tocar violão, cantar, atuar e fazer percussão ao mesmo tempo. Depois dela quem tocou foi o duo Siqueira-Lima. Sem palavras pra esse duo. Um repertório ótimo, variado, e um exemplo de virtuosismo tanto técnico quanto musical, em respeito a fluência das dinâmicas e fraseado. Esse concerto foi um dos melhores que já vi na minha vida, foi inesquecível mesmo.

Para finalizar, o Brazil Guitar Duo se apresentou. O trabalho deles é de cair o queixo, ótimos arranjos escritos pelo João Luiz. Arranjos incomparáveis, idéias musicais compartilhadas telepaticamente e uma excelente técnica encerraram os dias do Seminário, reafirmando o Brasil como um país onde se transborda música para violão.