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Repertório – UDESC 2008

A prova para o bacharelado em violão da UDESC pede ao candidato as seguintes peças:

  • Uma peça de confronto (executada por todos os candidatos): A peça de confronto selecionada será disponibilizada no site da UDESC – Vestibular 2008/1 e pela internet e no Departamento de Música quinze dias antes do dia da prova.
  • Leitura a primeira vista (executada por todos os candidatos).
  • Um programa variado de 15 minutos, que inclua três ou mais dos seguintes itens:
    • Uma obra contrapontística da Renascença.
    • Um movimento de uma das Suítes de J.S. Bach para alaúde ou do Prelúdio, Fuga e Allegro, BWV 998.
    • Uma obra ou movimento de obra do período clássico ou romântico.
    • Uma obra ou movimento de obra do repertório escrito para Andrés Segovia.
    • Uma obra ou movimento de obra escrita após 1950.
    • Uma obra ou movimento de obra de autor brasileiro.

Repertório – UFRGS 2008

IMPORTANTE CORREÇÃO:
No Manual do Candidato não aparecem as peças que são necessárias para o ingresso no curso, mas no site do Instituto de Artes aparece. Então agora, o post editado, com as obras necessárias.

No Vestibular da UFRGS, o necessário para ingressar no curso de bacharelado em música (habilitação violão) é:

  • Habilidade técnica, observando os itens:
    • Precisão e fluência rítmica
    • Vibrato
    • Articulação
    • Técnica de mão direita e mão esquerda
    • Uso adequado de dinâmica
    • Afinação
    • Interpretação adequada dos símbolos musicais
  • Demostração da compreensão dos significados da partitura, levando em consideração seu contexto histórico e estilístico
  • Correta leitura à primeira vista ao instrumento, contemplando de modo satisfatório a execução das alturas e a relação dos valores rítmicos e de dinâmica
  • “Série Didáctica para Guitarra”, de Abel Carlevaro, Ed. Barry:
    • escalas maiores e menores em todos os tons, na digitação do livro (Cuaderno 1);
    • arpejos: fórmulas 1 a 12 do Cuaderno nº 2;
    • ligados simples ascendentes, dedos imediatos e dedos salteados (Exercícios 1 a 6) e ligados simples descendentes, dedos imediatos e dedos salteados (Exercícios 12 a 17) do Cuaderno nº 4.
  • O candidato deverá executar os dois estudos abaixo:
    • Heitor Villa-Lobos: Estudo nº 1
    • Radamés Gnattali: Estudo IV
  • Uma peça de autor brasileiro a escolher entre:
    • Villa-Lobos: um dos 12 Estudos, exceto o nº 1
    • Francisco Mignone: um dos 12 Estudos
    • Fernando Mattos: Poemeto
    • Marco Pereira: Choro de Juliana
  • Uma obra a escolher entre as seguintes:
    • Manuel Ponce: Valsa;
    • Frederico Moreno Torroba: um dos Castillos de Espana;
    • J. S. Bach: Um movimento de suite (exceto sarabandas), a escolher entre as suítes para alaúde, violoncelo ou sonatas e partitas para violino, excetuando a Bourrée da Suíte BWV 996 e o Prelúdio da Suite BWV 1007.

Acho que até agora, o vestibular mais exigente que eu já vi.

Repertório – EMBAP 2008

Hoje, o repertório exigido para o bacharelado em Violão da EMBAP, Escola de Música e Belas Artes do Paraná.

  • Uma peça de livre escolha entre: Luis de Milan, Alonso de Mudarra, John Dowland, Francesco da Milano e Luis de Narvaez.
  • Um estudo avançado de Fernando Sor, de livre escolha ou um Epigrama Band II, de Jaime Zenamon (Ed. Margaux)
  • Um Prelúdio de H. Villa-Lobos, de livre escolha
  • Leitura à primeira vista

Repertório – UNICAMP 2008

Além da prova de estruturação musical, percepção musical escrita e oral, o estudante que deseja ingressar no curso de bacharelado em Violão da UNICAMP deve tocar de memória uma obra de cada um dos grupos abaixo:

Grupo 1. J. S. Bach: Prelúdio, Fuga e Allegro, para alaúde; Suítes para alaúde 1-4; Suítes para violoncelo solo 1 e 3.
Grupo 2. Villa-Lobos: 12 Estudos, Prelúdios 2 e 5.
Grupo 3. Uma obra representativa dentre os seguintes compositores: M. Giuliani, F. Sor, F. Tárrega.
Grupo 4. Uma obra representativa dentre os seguintes compositores: J. Turina, J. Rodrigo, M. Castelnuovo-Tedesco, M. Ponce, L. Brouwer.

Sobre o Vestibular da UNICAMP eu posso falar melhor sobre como são as provas, porque prestei em 2006 e não mudou nada do repertório. Então vou colocar um pouco da minha experiência nessa prova aqui.

  • Quando eu prestei, lembro de ter ficado confuso na questão das suítes de Bach. O necessário é tocar UM MOVIMENTO da suíte que você escolher, e não a suíte inteira.
  • Obra representativa não quer dizer muita coisa, então vale a pena conversar com um pessoal que já escuta o repertório há mais tempo para ter uma idéia melhor. Se precisar de ajuda nessa questão, deixe um comentário que eu vou fazer o possível para ajudar.
  • Na minha prova, toquei as seguintes peças:
    • Bach: Prelúdio da Suíte no. 1 para Violoncelo [BWV 1007]
    • Villa-Lobos: Estudo no. 1
    • Tárrega: Capricho Árabe
    • Brouwer: Un Dia de Noviembre
  • Dou aulas específicas de preparação para as provas de aptidão de Vestibulares de música. Se você deseja fazer aulas, clique aqui.

Repertório – UNESP 2008

O segundo semestre é o tempo para se preparar para as provas de aptidão para o ingresso em universidades. Por isso, estou pensando em colocar aqui no Canto do Violonista as exigências musicais de algumas das universidades brasileiras, para que os violonistas que pretendem cursar a faculdade se preparem desde já.

Essa série de posts ficará na categoria Repertório.

Hoje, UNESP, o repertório para bacharelado em violão.

  • Heitor VILLA-LOBOS: Estudo no. 7
  • Fernando SOR: Estudo op. 29, no. 11 (no. 16 da Edição Segóvia – Ed. Curci)
  • Uma obra de livre escolha.

Os estudos poderão ser encontrados na Biblioteca do Instituto de Artes de São Paulo.

Violonistas híbridos e suas dúvidas…

Um violonista se define pelo repertório que toca. Escolher esse repertório é uma das tarefas mais difíceis para um músico, e ainda mais para um violonista.

Como um violonista brasileiro, me sinto obrigado a tocar músicas para violão solo de compositores brasileiros. Além de Heitor Villa-Lobos, Radamés Gnatalli, Guerra-Peixe, compositores “eruditos”, ter algumas cartas na manga, como Guinga, Paulinho Nogueira, Aníbal Augusto Sardinha (Garoto), João Pernambuco, Ernesto Nazareth. E uns clássicos populares, arranjos de composições de Tom Jobim, Chico Buarque. Acho que isso diferencia o violonista brasileiro, essa veia de musicalidade que possuímos, que é tão bem vista no exterior. Me sinto nessa obrigação de mostrar essa música para pessoas que a desconhecem, e continuar cativando àqueles que a conhecem.

Do mesmo jeito, também sinto uma obrigação de tocar o repertório padrão do violonista erudito. Joaquin Rodrigo, Francisco Tárrega, J. S. Bach, Abel Carlevaro, Fernando Sor, Mauro Giuliani, Leo Brouwer, Manuel Ponce… Obras que precisam ser estudadas, obras que já passaram no teste do tempo, obras que agradam ouvintes desde mil quinhentos e cacetadas…

Só para constar, não falo dessa obrigação como uma coisa ruim. Quando eu falo dessa obrigação, é porque eu considero muito esse tal repertório. E acho que um violonista que se preze não pode não tocar obras tão elaboradas, tão bem-feitas e bonitas como essas.

Além disso, acho interessantíssimo conhecer o trabalho de alguns compositores fazendo violão de acompanhamento, de baixarias, de acordes. Tom Jobim, Chico Buarque, Pixinguinha, Waldyr Azevedo, Jacob do Bandolim, Maurício Carrilho, e tantos outros mestres da MPB e do choro.

[update] Mas não me sinto tentado a tocar violão flamenco, esse lado espanholesco. Acho bonito, gosto de escutar. Talvez um violonista espanhol sinta essa mesma responsabilidade de tocar flamenco como eu tenho de tocar música brasileira. Mas não me interesso. [/update]

Acho que sou um violonista híbrido, não consigo deixar o lado “erudito superar o “popular”, nem vice-versa. Talvez por isso essa minha indecisão. Enfim, é complicado. Dá-lhe estudo!