Estudo, 17 e 18/04

Mais um post da série Estudo, agora dos dias 17 e 18 de abril.
Estou pensando seriamente em fazer uma outra categoria, onde haverá uma análise mais detalhada de cada peça, como o que estou fazendo com o Prelúdio no. 3 do Villa-Lobos. Ainda está no papel, mas vejo que daqui a um tempo é isso que vai acontecer.

17/04. Continuei estudando o Prelúdio no. 3, depois dos aquecimentos habituais. No outro post eu comentei bastante sobre a primeira parte do Prelúdio. Agora vamos pra segunda parte, onde temos uma seqüência no fraseado. Há duas interpretações possíveis nessa parte, uma mais direta e uma mais subjetiva. As duas são coerentes, o intérprete deve escolher pelo gosto pessoal. Na primeira opção, a parte é tocada como uma melodia tipicamente bachiana, mais andada, com a nota pedal marcando o ritmo firmemente. Na segunda opção, há uma conotação mais romântica, que embeleza a música pela riqueza de uma digitação diferenciada que realça harmônicos (mais informações sobre a digitação, deixe um comentário). Eu havia optado pela segunda opção (mais à la Julian Bream), mas agora acabei mesclando as duas. Estou fazendo num ritmo marcado para não perder a essência bachiana da peça mas sem deixar de ser uma melodia introspectiva e suave. A nota pedal deve aparecer menos do que a nota que se move, e pra isso estou alternando entre o apoio e o não-apoio, fazendo o pedal sem apoiar.

18/04. Comecei a estudar En Los Trigales, de Joaquin Rodrigo. É uma peça complicada, demorou pra eu conseguir entender o que o compositor quis passar, ainda mais com a dificuldade de leitura pelos rabiscos e má qualidade do xerox da partitura. É uma peça bastante contagiante no início (pelo ritmo mais movido), que depois vai por uns caminhos diferentes até que chega em um ponto onde o que era 3/8 vira 2/4 e muda completamente. Ainda estou lendo-a, quando tiver uma opinião mais formada sobre ela eu posto aqui. Ouvi também um arranjo muito legal executado pelo Los Angeles Guitar Quartet (LAGQ) da abertura de O Quebra-Nozes, de Tchaikóvski. Um vídeo muito interessante mesmo, recomendo a todos pra tentarem perceber as minúcias de um trabalho sério de música de câmara. O link para o vídeo está aqui.

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